🚴‍♂️ Caminho Francês de Santiago, de St. Jean Pied de Port a Santiago de Compostela.

800 km de rota de ciclismo através da história, da Idade Média e das mais incríveis lendas de peregrinos, monges guerreiros, catedrais e castelos…

A maioria dos bicigrinos começa sua jornada em Saint-Jean-Pied-de-Port ou em Roncesvalles e, de lá, a rota os leva a lugares cheios de história, como Pamplona, Puente la Reina, Logroño, Burgos, o planalto castelhano, León e, finalmente, a verde Galícia, com suas montanhas e vilarejos cheios de tradição e espiritualidade. Mais de 700 quilômetros que combinam aventura, cultura e uma conexão muito pessoal com essa antiga rota.

Fazer o Caminho de bicicleta é experimentar a liberdade de ir no seu próprio ritmo, explorando paisagens que muitas vezes passam despercebidas por aqueles que vão mais rápido ou mais devagar. Você não precisa ser um atleta: com uma boa preparação, bom senso e o equipamento certo, é um desafio acessível. Os bicigrinos desfrutam de etapas variadas, paisagens que mudam a cada dia e uma rede de albergues e serviços projetados para aqueles que pedalam até Compostela.

Mais do que uma simples rota, o Caminho Francês é uma experiência que transforma. Cada dia traz novas histórias, cidades com séculos de história, comidas típicas e a companhia de outros peregrinos que, embora venham de mundos diferentes, compartilham o mesmo destino. E quando você chega à Plaza del Obradoiro, em frente à catedral, a emoção de ter chegado é tão profunda que fica com você para sempre.

Dificuldade

Mídia

Distância

890 km

Estágios

🟡 Etapa 1 - Saint-Jean-Pied-de-Port → Roncesvalles

Pirineus, épico e o verdadeiro início do Caminho

⚠️ Observação importante

Pode parecer uma etapa curta em termos de quilometragem, mas nem sua dureza nem a beleza do cenário devem ser subestimadas. É um dia que merece ser abordado com uma atitude conservadora, sem a pretensão de ir mais longe e aproveitar o ambiente com calma.

Há vários motivos pelos quais recomendamos que você não passe por Roncesvalles nesse primeiro dia:

Ajustando a bicicleta
Como é o primeiro dia, é comum que você precise de pequenos ajustes.

  • Se a bicicleta for uma bicicleta de aluguel da Bicigrino, ainda não a conhecemos.

  • Se for nossa própria bicicleta, podem ocorrer desalinhamentos relacionados ao transporte.

Forçar essa etapa pode causar problemas mecânicos que podem acabar condicionando negativamente todo o Camino.

Logística e acomodação
Chegar a Saint-Jean-Pied-de-Port por transporte público pode ser difícil e as acomodações costumam ser escassas devido à alta demanda.

Dica Bicigrino
Uma opção altamente recomendada é ficar duas noites em Roncesvalles e fazer essa etapa como um loop:
sair de Roncesvalles com uma pequena bolsa (ferramentas e alguma comida), descer pela estrada até Saint-Jean-Pied-de-Port - tudo em declive -, visitar a cidade e depois enfrentar a subida pela estrada da montanha.
Dessa forma, evitamos carregar alforjes na subida mais difícil e aproveitamos a etapa com mais tranquilidade.

🚴‍♂️ O palco

A beleza desse primeiro dia de corrida é suficiente para fazer com que a dureza da prova pareça menos problemática.
A imponência dos Pirineus, suas paisagens de romance e as rotas que parecem projetadas para sonhar em cima da bicicleta fazem com que o esforço fique em segundo plano. Pedalar por um território que respira ciclismo em cada canto é o melhor presente possível para você começar o Caminho.

É, sem dúvida, uma das etapas mais exigentes do Caminho Francês de bicicleta, mas esse fato perde a importância assim que você se perde em um cenário que parece ter sido criado exclusivamente para esse esporte.

Aqueles que partem da bela Saint-Jean-Pied-de-Port, na França, e optam por seguir a rota original de peregrinação precisam apenas seguir as placas, que gradualmente se tornarão companheiras regulares em sua jornada.

🌫️ Orientação
Você deve segui-las com muito cuidado, pois em dias de neblina é fácil ficar desorientado.
Há uma regra básica que nunca falha:
👉 se você chegar a um cruzamento e não vir nenhuma placa, provavelmente cometeu um erro no cruzamento anterior. Nesse caso, não continue e volte até que você os encontre.

Conselho Bicigrino

🌧️ No inverno ou em condições climáticas adversas, as autoridades locais podem fechar o acesso pela rota original e forçar você a pegar a alternativa Valcarlos, que fica mais perto da estrada e é consideravelmente mais segura.

Se o tempo estiver muito desfavorável ou se a passagem for proibida, a subida pela estrada em direção a Valcarlos será a opção mais aconselhável.

🏔️ Rota dos Peregrinos - Route de Napoléon

Se as condições permitirem, fazer a etapa ao longo do caminho dos peregrinos - a opção que sempre recomendamos - oferece uma forte recepção: os primeiros dois quilômetros são responsáveis por despertar definitivamente as pernas.

Embora asfaltada, essa rota estreita convida você a olhar para o céu sob o nome de Chemin de Compostelle ou Route de Napoléon.

Hunto
Três quilômetros depois, chegamos ao pequeno vilarejo de Hunto, o último ponto com alguns serviços antes de Roncesvalles.
👉 Recomendamos que você leve água aqui.

Na saída, a encosta se torna mais íngreme novamente e a paisagem se transforma em um verdadeiro ambiente de alta montanha.

⛰️ Napoleon Pass

Depois de se conectar a uma pista asfaltada na direção da Virgen de Biakorre, começa uma subida exigente de cerca de 12 quilômetros até chegar a Bentartea, também conhecida como Napoleon Pass.

Pouco depois, em um cruzamento, a passagem Lepoeder aparece à direita, agora em território espanhol.

É comum que você pare completamente de pedalar nesse ponto:
sua mente fica em branco e seus olhos se arregalam.
A paisagem que se descortina diante de você é uma verdadeira obra de arte natural. Valeu a pena viajar só para vê-la.

⬇️ Descida final

A partir daí, pegamos o caminho que desce em direção a Ibañeta, onde podemos contemplar o monumento a Roldán ao lado da capela de El Salvador, antes de entrar na estrada que leva à Igreja Colegiada de Roncesvalles, um dos lugares mais emblemáticos e simbólicos de todo o Caminho de Santiago de Compostela.

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🟡 Etapa 2 - Roncesvalles → Puente la Reina

Florestas, Pamplona e Alto del Perdón

🚴‍♂️ Início do estágio

Depois de carimbar nossas credenciais em Roncesvalles, começamos o dia com uma agradável descida em direção ao vale do rio Arga, passando por vilarejos de cartão postal, como Burguete e Espinal. No final da descida, o terreno se torna progressivamente mais íngreme novamente até chegarmos ao início da passagem de Mezkiritz, onde nossas pernas já não respondem tão bem quanto no início do dia.

⛰️ Mezkiritz e Erro Heights

Passamos por Bizkarreta e Lintzoain, poupando nossas forças para enfrentar o exigente passo Erro.
A recompensa vem na forma de uma descida divertida, um tanto técnica, mas muito agradável, que serpenteia por uma espetacular floresta de faias até chegarmos à histórica Puente de la Rabia.

Essa ponte abre os portões de Zubiri, o ponto em que muitos ciclistas decidem terminar a etapa. A cinco quilômetros dali fica Larrasoaña e, muito perto da rota, o pequeno vilarejo de Akerreta, com seu conhecido hotel, uma excelente opção de hospedagem para quem busca paz e tranquilidade.

De Zubiri a Pamplona

Depois de deixar Zubiri para trás e cruzar a ponte Rabia novamente, voltamos para um caminho que passa por uma fábrica de magnesita e pelas fazendas de Ilarratz e Ezkirotz. Atravessamos Larrasoaña e margeamos o rio Arga por uma estrada local até chegarmos a Akerreta.

A partir daí, a rota entra em uma floresta na direção de Zuriain, onde a lama pode dificultar muito mais se chover. Depois de atravessar uma ponte, entramos em uma seção asfaltada que nos leva a uma curva à esquerda em direção a Irotz. Até lá, teremos percorrido os primeiros dez quilômetros desse dia intenso.

🏞️ Entrada para Pamplona

Continuamos por Zabaldika até uma área recreativa, próxima à área metropolitana de Pamplona, onde é essencial prestar atenção. Há duas opções aqui:

  • Uma subida difícil pela encosta, que não recomendamos.

  • Um caminho tranquilo ao lado do rio, em frente, que nos leva por uma agradável caminhada à beira do rio até a Ponte Magdalena, a porta de entrada para Pamplona.

De lá, seguimos em direção às muralhas e à cidade antiga, entrando pelo Portal de Francia. As setas amarelas nos guiam até a Catedral e depois ao longo da rota das corridas de touros de San Fermín, uma das grandes atrações da capital navarra.

Conselho Bicigrino - Monte del Perdon

⚠️ Tenha muito cuidado na subida ao Monte del Perdón se estiver chovendo.
A lama argilosa nessa área pode causar enormes dificuldades.

Em caso de mau tempo, recomendamos que você saia de Pamplona pela estrada NA-1110 em direção a Astraín, de onde poderá enfrentar a subida com mais segurança ou fazer a conexão com um trecho asfaltado diretamente para Uterga, onde encontrará as setas do Caminho novamente.

⛰️ Alto del Perdón

Deixando para trás o bairro histórico e a praça da prefeitura, atravessamos o campus da universidade com o Alto del Perdón no horizonte. Após cerca de cinco quilômetros, chegamos a Zizur Menor e Zariquiegui, de onde começa a subida final entre moinhos de vento e o conhecido monumento ao peregrino.

No topo, a paisagem convida você a parar e tirar sua câmera:
📸 de um lado, parte do Caminho já percorrido;
📸 do outro, o vale que se abre para Puente la Reina.

⬇️ Descida e fim do estágio

A descida é bonita, mas perigosa, com muitas pedras soltas. Aqueles que desejam uma descida mais segura e confortável podem optar pelo asfalto até um cruzamento, onde viramos à direita na direção de Uterga.

Depois de atravessar Uterga e Muruzábal, recomendamos que você siga as placas para "Eunate". Eles nos levarão a uma das grandes joias do Caminho de Santiago, uma visita que, sem dúvida, vale a pena.

O dia está chegando ao fim, passando por Óbanos e, finalmente, Puente la Reina. Na entrada da vila, você encontrará o albergue e o Hotel Jakue, um dos mais bem avaliados do Bicigrino, tanto como albergue quanto como hotel.

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🟡 Etapa 3 - Puente la Reina → Logroño

Pontes medievais, vinho e terras de La Rioja

⚠️ Observação importante - Partida de Puente la Reina

Saindo de Puente la Reina, aqueles que decidiram continuar pela estrada devem tomar muito cuidado até Mañeru. Nesse trecho, a estrada como tal desaparece, e a única possibilidade de chegar à localidade é um segmento perigoso da rodovia, com o risco real de ficar preso nela sem saída.

Recomendação clara Bicigrino: siga a estrada, pelo menos até Mañeru.

🚴‍♂️ Início do estágio

O terceiro dia começa com uma ponte de pedra, um vale aberto e uma rota de constantes subidas e descidas.

Saímos de Puente la Reina atravessando sua majestosa ponte medieval e, depois de alguns metros, pegamos uma trilha à esquerda que, entre hortas familiares próximas ao rio, nos leva gradualmente para longe da cidade. Logo há uma subida íngreme que nos leva a um ponto alto com vistas de Mañeru. Percorremos apenas cinco quilômetros, mas já devemos ter nos aquecido.

🏛️ Cirauqui e a estrada romana

Três quilômetros depois, chegamos a Cirauqui, um belo vilarejo empoleirado em uma colina que nos obriga a subir até sua praça. Atravessamos o centro da cidade por um túnel e saímos pela famosa estrada romana, um dos trechos mais emblemáticos de toda a Rota dos Peregrinos para Santiago de Compostela.

Esse belo início de etapa continua por trilhas de terra, um pequeno trecho de asfalto ao longo da NA-1110 e uma ponte medieval que cruza o rio Salado.

Lorca, Villatuerta e Estella

Entre vinhedos e caminhos pedregosos, chegamos a Lorca. Uma leve descida nos deixa ao lado de um monumento em memória da peregrina canadense Mª Catherine Kimpton, que morreu nesse mesmo local.

Em seguida, entramos em Villatuerta, atravessando a estrada nacional por um túnel. Percorremos apenas cem metros ao longo da NA-1110 para deixar a cidade e pegar uma trilha que sobe em direção a alguns tanques de água, pedalando ao lado da ermida de San Miguel, que não é acessível.

De lá, desceremos em direção a Estella, uma cidade muito ligada ao ciclismo. A descida é agradável e suave.

Irache e a fonte de vinho

Saímos de Estella por uma subida urbana íngreme e, nos arredores, aparece o Mosteiro de Irache. Logo antes, você encontrará a famosa Fuente del Vino, com uma torneira instalada pela vinícola que oferece vinho gratuitamente aos peregrinos.

Além disso, uma webcam conectada ao site da vinícola permite que a família e os amigos vejam você ao vivo enquanto passa por esse local único.

Em direção a Los Arcos

Quando deixamos o mosteiro para trás, chegamos a um novo desvio, claramente sinalizado, para Los Arcos. Há duas opções:

  • ➡️ Para Luquin: 16,8 km

  • ➡️ Via Azqueta: 17,9 km ✅ (opção recomendada)

Escolhemos Azqueta, de onde seguimos para a próxima joia do dia: a Fuente de los Moros, uma fonte medieval do século XIII, localizada logo antes de entrar em Villamayor de Monjardín.

A partir daí, 20 quilômetros de terreno fácil, principalmente em declive ou plano, nos aguardam entre amplos campos de cereais, até chegarmos a Los Arcos.

Sansol, Torres del Río e Viana

Saímos de Los Arcos pela área do cemitério. Não há dificuldades até Sansol e Torres del Río. A partir desse ponto, a rota se torna mais complicada, com constantes subidas e descidas por pequenas ravinas que cruzam a estrada.

Recomendação do Bicigrino
De Torres del Río a Viana, é muito mais lógico e confortável ir por estrada.
A rota original obriga você a percorrer rampas desnecessárias e cruzamentos contínuos de uma estrada sinuosa.

Chegamos a Viana depois de passar por algumas rotatórias.

Últimos quilômetros até Logroño

Ao sairmos de Viana, já podemos sentir Logroño à distância, seguindo as margens do rio Ebro. Faltando apenas cerca de dez quilômetros para o final, é hora de aproveitar as últimas guloseimas do dia.

Ao sair de Viana, você pode parar para visitar a ermida da Virgen de las Cuevas. Depois disso, cereais e vinhedos nos acompanham em uma descida suave, onde é aconselhável moderar a velocidade para não se perder quando passarmos pela casa de Felisa, a casa dos figos, que é responsável pelo nosso próximo selo.

Se estiver na estação, não se esqueça de pedir figos… e aproveite a oportunidade para reabastecer sua água.

🏁 Fim da etapa em Logroño

O trecho final nos leva ao rio Ebro e, depois de atravessar sua ponte de pedra, entramos no coração de Logroño.

O bairro antigo e suas míticas ruas Laurel e San Juan, autênticos templos do vinho e das tapas, nos aguardam para dar o toque final perfeito a uma etapa longa, variada e histórica.

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🟡 Etapa 4 - Logroño → Belorado

Vinhedos de Rioja, Nájera e campos de cereais
(Terminando em Quintanilla del Monte - passando por Nájera)

🚴‍♂️ Partida de Logroño

Poder começar uma etapa em Logroño é um verdadeiro luxo que deve ser aproveitado.
Aqueles de vocês que decidirem fazer o Caminho por estrada devem tomar muito cuidado ao sair da cidade em direção a Navarrete, pois esse é um trecho perigoso da rodovia.

Recomendação do Bicigrino: procure o Parque Urbano de La Grajera e siga as setas amarelas até Navarrete, passando ao lado do reservatório e vencendo uma primeira subida.

🏛️ Navarrete e San Juan de Acre

Ao cruzar a N-120 e a A-68, saberemos que estamos na rota correta quando passarmos pelos restos do antigo hospital de peregrinos de San Juan de Acre, cuja singularidade está no fato de que sua fachada foi transferida para o cemitério local.

Após cerca de doze quilômetros, começamos a acariciar Navarrete, que nos recebe no topo de uma colina. Aqui você encontra um dos mais belos retábulos de todo o Caminho, por isso vale a pena parar e visitar a igreja.

Estradas ventosas e com vinhedos

Ao sair de Navarrete, continuamos por uma breve estrada e, pouco depois, partimos novamente entre vinhedos e trilhas de terra em direção a Ventosa, onde está localizada a sede principal da Red de Albergues, no albergue San Saturnino.

🛏️ É um excelente ponto de recepção, tanto para bicigrinos quanto para bicicletas.

Continuamos por trilhas de terra até chegarmos a uma leve subida, onde podemos ver alguns montes curiosos formados por peregrinos com seixos do rio.

🏞️ Nájera

Do topo, já podemos ver nosso próximo grande objetivo: Nájera, que fica a apenas oito quilômetros de descida.

Entramos na cidade e a deixamos para trás depois de parar no Mosteiro de Santa María la Real, um dos grandes marcos monumentais do Caminho de Santiago.

Em seguida, temos que fortalecer as pernas e os braços para superar um declive exigente, antes de enfrentar uma longa planície que nos leva a Azofra.

⚠️ Aviso importante - Lama

De Azofra, descemos em direção a um pequeno vale que, quase ironicamente, parece nos observar, sabendo o que está por vir.

🌧️ Tenha cuidado com a lama nesse trecho se tiver chovido.
Em caso de chuva, é aconselhável descer em Azofra pela estrada que liga essa cidade a Santo Domingo de la Calzada, evitando assim áreas muito complicadas para a bicicleta.

Cirueña e paisagens abertas

O Caminho torna-se exigente, com um declive que se torna mais íngreme do que o normal, embora no final do esforço ele se revele benevolente: uma fonte nos espera no topo, perfeita para reabastecer nossas garrafas de água e recuperar nossas forças.

Depois de nos refrescarmos, voltamos à bicicleta para percorrer a borda de um campo de golfe e entrar em Cirueña. Com 44 quilômetros já percorridos, chegamos a um dos cenários mais espetaculares do Caminho Francês de bicicleta.

Provavelmente é aqui que a maioria das fotos é tirada diariamente em toda a rota: as câmeras estão fumegando.

Campos de cereais e Santo Domingo

A partir desse ponto, o palco passa por um cenário que poderia muito bem ser usado para decorar a mesa da sua sala de estar ou a parede do seu quarto. Os enormes campos de trigo, combinados com estradas sinuosas, são um verdadeiro banquete para os olhos.

Depois de uma longa descida, o Caminho nos leva a Santo Domingo de la Calzada, quando já percorremos quase meia centena de quilômetros.

Deixamos a cidade para trás, atravessamos a ponte histórica sobre o rio Oja e entramos em uma paisagem sedutora, onde se destaca a famosa Cruz de los Valientes (Cruz dos Valentes).

Grañón e os vilarejos jacobinos

Pouco tempo depois, surge uma pergunta comum:

  • 🛣️ Vá para Grañón por estrada (1,9 km)

  • para a estrada (3,2 km)

Nossa recomendação: afaste-se do asfalto e siga para a cidade por terra, desfrutando de um ambiente mais de acordo com o espírito do Caminho.

De Grañón, você passará por Redecilla del Camino, Castildelgado, Viloria de Rioja e Villamayor del Río, ligando pequenas cidades repletas de história e tradição jacobina.

Fim do palco - Belorado

O dia termina em Belorado, com uma opção de hospedagem altamente recomendada na casa rural La Aldea Encantada, localizada em Quintanilla del Monte, a apenas um quilômetro de Villamayor del Río.

🛏️ O acesso é sinalizado e é uma excelente alternativa para quem procura um final de etapa tranquilo, acolhedor e charmoso.

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🟡 Etapa 5 - Belorado → Burgos

Montes de Oca: uma boa subida inicial e um divertido sobe e desce

Belorado, Tosantos e campos de cereais

Belorado e Tosantos são os dois primeiros vilarejos dessa etapa, que começa entre campos de cereais e avança inicialmente em um terreno fácil e ondulado. Pouco a pouco, vamos ligando pequenos vilarejos, como Villambistia, Espinosa del Camino ou Villafranca Montes de Oca, enquanto a paisagem aberta nos acompanha sem dificuldade.

⛰️ Puerto de la Pedraja - Montes de Oca

O perfil muda claramente com a chegada à passagem de Pedraja e a entrada nos Montes de Oca, onde o dia começa a ficar mais difícil.

A dureza é sentida rapidamente: quando você passa por um muro de concreto, o terreno começa a recuar e deixa claro que é ali que o trabalho deve ser feito. Embora o início da subida seja estreito, o caminho logo se alarga, sem nunca diminuir o gradiente médio.

Mais adiante, o esforço se torna um pouco mais suportável, pois entramos em uma bela floresta de carvalhos e samambaias, que nos leva a uma área de constantes subidas e descidas, especialmente agradável para os amantes do MTB.

Descida e San Juan de Ortega

Um trecho de trilha larga, cercado por pinheiros, nos avisa que a descida está próxima. Nessa área, recentemente foi montada uma curiosa barraca de frutas e água, atendida por uma pessoa próxima e muito amigável com os peregrinos.

Vale a pena parar, cumprimentá-los… e agradecê-los pelo gesto.

Pouco depois, chegaremos a San Juan de Ortega, um enclave repleto de história e espiritualidade.

✝️ Agés e Atapuerca

Saímos de San Juan de Ortega pela estrada em direção a Santovenia de Oca, embora logo retornemos a uma trilha de terra ao lado de uma cruz de madeira. Atravessamos uma antiga trincheira ferroviária e passamos por outra grande cruz antes de chegar a Agés.

De lá, pedalamos por uma estrada local que nos leva a Atapuerca.

Assim que você sair da vila, pegue a estrada à esquerda. Uma subida rochosa nos aguarda, onde não é raro você ter que tirar o pé do pedal. Embora tenhamos percorrido apenas um pouco mais de 30 quilômetros, essa seção é exigente e pode ser sufocante.

No topo, encontramos uma terceira cruz de madeira e várias cercas que delimitam uma área militar.

🏙️ Entrada em Burgos

A partir daí, o Caminho se torna mais suave novamente na direção de Burgos, passando por Villalval, Cardeñuela Riopico, Orbaneja Riopico e Villafría.

A entrada para a capital da província passa inicialmente por uma área industrial, com vários semáforos, calçadas e tráfego. Um trecho de estrada um tanto cansativo, que, no entanto, é totalmente compensado quando uma das catedrais mais impressionantes do mundo aparece diante de nós.


Recentemente, surgiu uma opção muito mais agradável para entrar em Burgos: seguir o curso do rio, por um caminho confortável que leva diretamente ao centro histórico, evitando a área industrial.

É a opção que recomendamos sem hesitação.

Fim da etapa - Burgos

Aproveite ao máximo esse passeio pelo centro histórico de Burgos para recarregar as baterias, apreciar a gastronomia e recuperar seus suprimentos.

A cidade merece.
E suas pernas também.

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Etapa 6 - Burgos → Frómista

🚴‍♂️ Saída confortável e progressiva

O melhor dessa etapa é que saímos de Burgos em uma ciclovia que nos afasta da cidade e nos leva gradualmente a trilhas agrícolas. Isso nos leva a Villalbilla de Burgos, a pouco menos de 24 km do final.

Sob um enorme viaduto, atravessamos a rodovia por baixo e seguimos em direção a Tardajos e, apenas dois quilômetros depois, a Rabé de las Calzadas. Do alto de uma pequena colina surge um daqueles momentos que alegram o dia: uma vista espetacular de Hornillos del Camino.
📸 É um bom momento para parar e tirar a câmera.

Uma descida agradável nos leva diretamente ao vilarejo, fazendo-nos esquecer por alguns minutos o esforço acumulado. Quando entramos em Hornillos, a paisagem se abre completamente e somos cercados por uma imensa planície de campos de cereais. Para onde quer que você olhe, o trigo invade tudo.

Mouros , abrigos e finais de palco tradicionais

Depois de uma nova subida, aparece San Bol, um refúgio enigmático localizado a cerca de 150 metros do Caminho. Pouco depois, chegamos a Hontanas, um daqueles vilarejos que parecem surgir do nada no meio da charneca.

⚠️ Aviso importante - lama
Se em Hornillos o céu ameaçar chover, é altamente recomendável que você procure uma estrada alternativa e evite essa seção. Em condições de lama, a estrada se torna uma verdadeira armadilha e você pode perder muito tempo. Quando a água aparece, esse é um dos setores mais complicados de todo o Caminho Francês.

🌅 De Hontanas a Castrojeriz: o início do grande dia

Um vale de cereais nos leva para longe de Hontanas no início da segunda parte do dia. Continuamos por um caminho e uma pequena estrada local sem tráfego, o que torna o ciclismo mais seguro, até chegarmos ao arco mágico do convento de San Antón.
📷 Parada obrigatória para guardar uma das imagens mais icônicas do Caminho.

Pela mesma estrada, chegamos a Castrojeriz, uma cidade repleta de história e monumentos jacobinos. Essa seção é particularmente agradável e compensa o desgaste acumulado nas etapas anteriores.

⛰️ Alto de Mostelares: decisão importante

Na saída de Castrojeriz, a passagem de Mostelares se ergue, imóvel e desafiadora.

🔀 Duas opções

  • 🚵‍♂️ Rota original: subida difícil, especialmente exigente com lama, e descida rápida que requer concentração máxima.

  • Alternativa por estrada (recomendada se houver lama ou se você não tiver uma MTB): vire à direita em direção a Castrillo Mota de Judíos, depois continue em direção a Itero del Castillo e Itero de la Vega.

Ambas as opções convergem ao cruzar a ponte com semáforos sobre o rio Pisuerga, na fronteira entre Burgos e Palencia.

Terras de Palência e chegada a Frómista

Logo após cruzar a ponte, pegamos uma trilha de terra à direita para continuar pelo Caminho Francês. Apenas 300 metros depois, chegamos a Itero de la Vega, o primeiro vilarejo de Palencia em nossa jornada por essas terras planas.

Os próximos pontos da rota são Boadilla del Camino e, finalmente, Frómista, com o Canal de Castilla nos acompanhando à direita, trazendo calma e beleza para o trecho final.

O final da etapa em Frómista, um dos grandes marcos do Caminho Francês, perfeito para descansar, recarregar as baterias e desfrutar de seu patrimônio e atmosfera peregrina.

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Etapa 7 - Frómista → Sahagún

O Planalto: retas intermináveis e gerenciamento de força

📌 Sobre os finais das etapas
Muitas vezes lembramos a você ao longo deste Guia Oficial Bicigrino, e não nos cansamos de insistir: os finais de etapas propostos não são exatos, mas recomendados.
Dependendo do seu planejamento, do seu nível de condicionamento físico ou até mesmo das condições climáticas, as paradas podem variar das sugeridas aqui.

Nessa sétima etapa, uma excelente alternativa para o final proposto é Calzadilla de la Cueza, onde você encontrará o Hostal Camino Real, com uma excelente variedade de acomodações para peregrinos e uma interessante variedade gastronômica.

🚴‍♂️ Canal de Castilla e primeiros quilômetros

Pouco antes de chegar à segunda cidade do dia, passamos por uma área fotogênica de eclusas, o último ponto realmente interessante antes de Carrión de los Condes. A partir daí, o Caminho percorre muitos quilômetros paralelos à estrada principal, passando por vilarejos sem nenhuma atração especial.

🏛️ Villalcázar de Sirga é a grande exceção. Aqui você encontra uma das mais belas igrejas de todo o Caminho Francês: Santa María la Blanca, cujo pórtico merece uma visita sem pressa.

⚠️ Carrión de los Condes: Atenção ao trânsito

Apenas cinco quilômetros separam Villalcázar de Sirga de Carrión de los Condes, uma cidade que deixaremos seguindo as setas amarelas ao lado do mosteiro de San Zoilo.

Nesse trecho, é importante tomar muito cuidado: há vários cruzamentos perigosos em uma área muito movimentada, especialmente quando você se aproxima da abadia de Benevívere.

A reta eterna e o gerenciamento de água

A partir daí, enfrentaremos uma interminável reta rochosa de 13 quilômetros que nos levará diretamente a Calzadilla de la Cueza.
☀️ Se fizermos essa seção no verão, é muito provável que esgotemos nossas reservas de água, por isso é essencial carregar garrafas de água com antecedência.

Deixando Calzadilla para trás, chegamos à N-120, onde pegamos um caminho paralelo que nos leva por deslizamentos suaves até Lédigos e, depois, até Moratinos, conhecida por suas curiosas adegas subterrâneas.

Nesse setor, se o vento decidir não se tornar nosso pior inimigo, a maior dificuldade será simplesmente carregar mais de 80 quilômetros acumulados em nossas pernas.

Entrada na província de León e fim da etapa

O Caminho de San Nicolás del Real marca o fim da província de Palência. Pouco depois, Sahagún nos dá as boas-vindas à província de León.

Antes de chegar, é obrigatória uma parada no eremitério da Virgen del Puente, onde há um arco comemorativo que marca o ponto exato da metade do Caminho de Santiago. Um lugar simbólico que merece que você pare, respire fundo e tome consciência da jornada percorrida.

🛏️ Acomodação recomendada
Para passar a noite, uma das melhores opções é o Hostel e Hotel Viatoris, ideal tanto para peregrinos tradicionais quanto para bicigrinos que buscam descanso e bom serviço após um dia longo e exigente.

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Etapa 8 - Sahagún → León

León, coração do Caminho e parada estratégica

🏛️ León tem tudo
León é uma cidade monumental: sua imponente catedral, o Parador de San Marcos, a Real Colegiata de San Isidoro, a lenda do Cálice, seus vinhos, suas tapas, os bares do Barrio Húmedo e uma gastronomia que convida você a ficar.
Você quer mais motivos? Existem.

Se saímos de Roncesvalles ou Saint-Jean-Pied-de-Port, aqui estamos no meio do Caminho, exatamente na metade de nossa aventura. León é o lugar perfeito para planejar uma etapa curta, descansar, recarregar as baterias e preparar o corpo para o que vem a seguir: os Montes de León, O Cebreiro e a tão esperada entrada na Galícia.

🚴‍♂️ Meseta, vento e escolha inteligente

Depois de deixar o rio Cea para trás, nossa rota continua ao longo do Real Camino Francés, já que a outra variante é cheia de paralelepípedos e se tornaria uma verdadeira tortura para nossos corpos já castigados.
🔧 Sua bicicleta também vai gostar disso, livrando-se de vibrações desnecessárias que esmagam sua estrutura.

Nos próximos quilômetros, as árvores estão à esquerda e a estrada à direita.
💨 Se o vento decidir aumentar, essa etapa pode se transformar em um pequeno inferno, por isso é melhor começar o dia com otimismo… e paciência.

Para não atrapalhar os peregrinos a pé, é melhor você andar no asfalto nesse trecho. A estrada é estreita e, além de ciclistas, somos peregrinos: educação e coerência acima de tudo.

Burgo Ranero e Mansilla de las Mulas

Dezoito quilômetros depois, chegamos a El Burgo Ranero. Depois de mais dezenove quilômetros, chegamos a Mansilla de las Mulas, passando pelo conhecido trecho de árvores.
É em Mansilla que as duas variantes do Caminho se encontram novamente, unificando a rota mais uma vez.

A partir daí, atravessamos uma ponte de pedra e continuamos por uma trilha de fazenda paralela à estrada, que nos leva a Villamoros de Mansilla e Puente de Villarente.

🚦 Entrada em León: caos e orientação

Você não precisa ser um sábio para saber que León está próxima: os carros, os postos de gasolina e toda a decoração típica da entrada de uma cidade grande anunciam isso. Em nosso caminho, passamos por Arcahueja, Valdelafuente e Puente Castro.

Para entrar em León, descemos pela rodovia até as primeiras avenidas, onde reina o caos.
⚠️ A falta de sinalização clara pode nos fazer perder muito tempo, tanto na entrada quanto na saída da cidade.

Aqui o Caminho é marcado com setas de bronze incrustadas no asfalto, que são muito difíceis de seguir em uma bicicleta.
🧭 A melhor coisa a fazer é confiar em nossa orientação e, acima de tudo, perguntar aos habitantes locais.

Objetivo claro: a Catedral de León. Lá, fizemos contato novamente com nossas queridas setas amarelas e continuamos a acrescentar patrimônio e emoções à nossa jornada.

Se você fez uma bagunça ao entrar, ao sair não será diferente.
👉 A solução geralmente é simples: pergunte pelo Hostal de San Marcos. A partir daí, tudo volta a se encaixar.

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🟡 Etapa 9 - León → Rabanal del Camino

Decisões, Hospital de Órbigo e o início das montanhas

Como sair de León: paciência e orientação

Se fizemos uma bagunça ao entrar em León na etapa anterior, sair de lá não é menos complicado. Nós nos salvamos dessa pequena loucura perguntando pelo Hostal de San Marcos. Logo após cruzarmos a ponte de San Marcos e sairmos da cidade por avenidas e ruas em direção a La Virgen del Camino, mas não antes de cruzarmos a linha férrea e um trecho com muito tráfego e uma ladeira íngreme.

Quando chegamos à igreja de La Virgen del Camino, podemos finalmente dizer que saímos de León. E o que está por vir… também não é ruim.

🧭 Variantes e vilarejos do Páramo

Por causa do negócio que o Caminho traz, muitos vilarejos lutam para que a rota passe por eles, com sinais que às vezes são apagados e redesenhados conforme apropriado.
👉 Recomendação do Bicigrino: opte pela variante à direita, mais próxima da estrada nacional, mas mais direta em direção ao Hospital de Órbigo e com uma leve descida que é apreciada.

Na rota, passamos por Valverde de la Virgen, Villadangos del Páramo e San Martín del Camino, até chegarmos ao Hospital de Órbigo, onde teremos que decidir novamente.

🔀 Hospital de Órbigo: escolha seu próprio caminho

Assim que saímos do Hospital de Órbigo, temos duas alternativas claras:

  • 🛣️ Um caminho paralelo à estrada

  • Outro, à direita, em direção a Villares de Órbigo

Recomendamos a segunda opção, que é muito mais agradável e tranquila.

Se você escolher essa variante, pouco antes do cruzamento de San Toribio, quase chegando a Astorga, você encontrará David, que há anos criou um verdadeiro oásis no Caminho. Ele oferece frutas, sucos, conselhos e palavras de incentivo aos peregrinos.
Diga olá a ele por nós se você passar por aqui.

Alto de San Toribio e chegada a Astorga

Depois desse ponto muito especial, chegamos ao passo de San Toribio, um lugar que oferece vistas espetaculares: Astorga, os Montes de León e as Montanhas Cantábricas se desdobram diante de nós. Por alguns minutos, você se sentirá como os verdadeiros reis do lugar.

Depois, você terá uma descida um pouco íngreme até San Justo de la Vega. Estamos a cerca de 13 quilômetros da etapa quando cruzamos os trilhos da ferrovia por uma passarela especialmente preparada para os peregrinos.

🏛️ Astorga nos dá as boas-vindas com sua Plaza Mayor, ruas cheias de história, o Palácio Episcopal de Gaudí e sua esplêndida catedral. Vale a pena parar e apreciar.

⛰️ As montanhas começam: Maragatería e Rabanal

Ao sairmos de Astorga, as sombras de alguns gigantes impressionantes já podem ser vistas no horizonte. Lá nos espera a Cruz de Hierro (Cruz de Ferro), um dos pontos mais emocionantes de todo o Caminho.

Tradição do Caminho
Não se esqueça de trazer uma pedra de casa. Como manda a tradição, você pode deixá-lo na Cruz de Ferro como uma promessa, penitência ou símbolo pessoal. É claro que você terá que merecê-lo primeiro: não é possível chegar lá sem sofrer um pouco na passagem.

Muito antes de chegar a esse ponto, o terreno começa a se inclinar progressivamente, passando por Murias de Rechivaldo e entrando na região de Maragatería, famosa por seu cocido maragato.

A partir daí, o declive aumenta constantemente, embora a subida se torne suportável graças a uma trilha larga, pelo menos até o cruzamento de Santa Catalina de Somoza. Seguimos em direção a El Ganso e finalmente chegamos a Rabanal del Camino.

🛏️ Final de etapa recomendado
Rabanal é o local ideal para você descansar antes de enfrentar os grandes desafios da montanha. Quienes hacen el Camino Francés en bicicleta encuentran aquí un punto muy especial: el Albergue El Pilar, un auténtico santuario bicigrino, perfecto para recuperar fuerzas a los pies de las montañas.

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🟡 Etapa 10 - Rabanal del Camino → Las Herrerías

Cruz de Ferro, descida do Bierzo e os portões de O Cebreiro

⛰️ A grande ascensão inicial

Saímos de Rabanal del Camino e, quase sem transição, enfrentamos uma subida de 8,5 quilômetros paralela à estrada. Por esse motivo, muitos ciclistas optam por fazê-la no asfalto, embora a estrada esteja em boas condições.
Em Foncebadón, as rampas já estão cobrando um preço alto das pernas, portanto, não é uma má decisão completar essa seção a pé. Ser inteligente também significa ser cauteloso.

Cruz de Hierro - 1.504 m
Aqui cumprimos uma das tradições mais simbólicas do Caminho: deixar uma pedra, que deveríamos ter trazido de casa ou pego na etapa anterior. A mitologia diz que, com esse gesto, pedimos proteção para o restante da jornada, ou deixamos para trás quaisquer pesos, promessas ou fardos pessoais nesse canto mágico do Caminho.

⬇️ Descida histórica para El Bierzo

Da Cruz de Hierro, partimos em uma rápida descida até Manjarín, onde o eremita Tomás mantém um albergue no mais puro estilo medieval. A partir daqui, temos cerca de 15 quilômetros para completar a primeira parte do dia.

Antes disso, há uma subida íngreme a uma altitude de 1.510 metros, seguida de uma longa descida de 24 quilômetros, com Molinaseca como ponto de chegada.
⚠️ Um ciclista morreu nesse trecho, portanto não é recomendável descer pela rota original. Os freios devem estar em perfeitas condições e você deve ser extremamente cuidadoso.

Durante a descida, passamos por vilarejos de grande beleza na região de Bierzo, com casas de pedra e alpendres de madeira, como El Acebo ou Riego de Ambrós. Uma descida íngreme nos leva finalmente a Molinaseca, onde, se chegarmos no verão, poderemos dar um mergulho nas piscinas naturais do rio, em um cenário simplesmente espetacular.

🔧 Ponferrada - revisão obrigatória

Ponferrada fica a apenas cinco quilômetros de Molinaseca. Depois de uma descida tão longa e intensa, é altamente recomendável verificar as pastilhas de freio.
🔧 Se você notar que elas estão gastas, é melhor trocá-las em uma das lojas afiliadas à Bicigrino em Ponferrada, pois os serviços mecânicos serão muito mais escassos mais tarde.

Em Ponferrada, destaca-se o castelo templário, perfeitamente preservado e protagonista de um dos cartões postais mais conhecidos do Caminho de Santiago de Compostela.

Fato importante
Em Ponferrada, você alcança a marca de 200 quilômetros, o mínimo necessário para poder chegar a Compostela de bicicleta.

Vale do Bierzo e rota para Villafranca

Deixamos a Ponferrada Templária atravessando a ponte sobre o rio Sil e avançamos pelos pomares de Sacramento. Passamos por Compostilla e continuamos por estradas asfaltadas - mais simples, mas menos românticas - até Columbrianos, Fuentes Nuevas e Camponaraya.

Aqui, finalmente voltamos às nossas amadas trilhas de MTB, depois de passarmos por vinícolas e uma área de descanso. Nós nos afastamos das casas e dos carros para sentir novamente o puro campo sob as rodas.

Cacabelos
Com pouco mais de 20 quilômetros percorridos, uma parada em Cacabelos é quase obrigatória, onde recomendamos o restaurante Moncloa, famoso por seu vinho mencía e pela deliciosa empanada de batallón.
👉 Não se esqueça de pedir seu carimbo.

Atravessamos a cidade pela rua principal até cruzarmos a ponte sobre o rio Cúa, ao lado do Santuário da Virgen de las Angustias, com um albergue à direita.

Villafranca del Bierzo e a Puerta del Perdón (Porta do Perdão)

Continuamos ao longo do acostamento da N-VI, subindo um pouco, até chegarmos a Pieros. Dois quilômetros depois, voltamos a uma estrada de terra que nos leva diretamente a Villafranca del Bierzo e sua magnífica igreja, famosa pela Puerta del Perdón (Porta do Perdão).

Diz a lenda que os peregrinos que chegavam aqui sem a possibilidade de continuar o Caminho - devido a doenças ou outras causas - recebiam indulgência ao cruzar esse portão.

🛏️ Em Villafranca, também se destaca o hostel La Piedra, muito apreciado pelos bicigrinos por sua atenção e conforto.

Decisão-chave antes de O Cebreiro

Saímos de Villafranca atravessando uma ponte com vista para um belo castelo. Pouco depois, há uma importante bifurcação na estrada:

  • 🚵‍♂️ Variante de Pradela: com rampas resistentes, adequada apenas para ciclistas em boa forma física.

  • Caminho à beira da estrada (recomendado): mais acessível, bem protegido do tráfego.

Se optarmos por essa segunda opção, seguiremos o rio Valcarce e passaremos por Pereje e Trabadelo.
⚠️ Atenção aqui: muitos peregrinos cometem um erro ao tentar subir para O Cebreiro pela estrada nacional, o que causa quilômetros desnecessários e um desvio para Piedrafita, que não se encaixa em nosso plano.

Rota correta: depois de passar pelo posto de gasolina, pegue o caminho que aparece à esquerda, sempre na direção de Las Herrerías e Vega de Valcarce.

Graças a essa escolha, a subida é feita em uma estrada estreita e bonita, entre riachos e vegetação, muito agradável para a bicicleta.

Final estratégico da etapa

Em etapas como essa, em que a grande subida está no final do percurso, recomendamos que você durma no pé de O Cebreiro para enfrentar a subida no dia seguinte com força renovada.

🛏️ Alojamento recomendado em Las Herrerias

  • Centro de Turismo Rural Paraíso del Bierzo

  • Casa Lixa Hostel, inaugurado recentemente e já conhecido por suas excelentes instalações e tratamento.

É essencial reservar com antecedência, pois a oferta é limitada e não é raro você encontrar tudo totalmente reservado.

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🟡 Etapa 11 - Las Herrerías → Sarria

O Cebreiro, a Galícia verde e a joia do vale de Samos

🍽️ Primeiro prato somente para os corajosos
Como decidimos deixar a difícil subida até O Cebreiro para esta etapa, o cardápio começa forte. Se o seu Caminho Francês não incluiu a subida inicial para Saint-Jean-Pied-de-Port, esse será o ponto mais alto de toda a rota.

🚴‍♂️ A etapa começa em Las Herrerías de Valcarce, se foi lá que passamos a noite. Desde o primeiro metro, o caminho começa a coçar quando você olha para o azul que pode ser sentido lá em cima. A subida é enganosa: o início é bastante suave e, se entrarmos em um bom ritmo, chegaremos ao cruzamento de La Faba sem muito sofrimento, onde a porcentagem se torna mais séria.

Nesse cruzamento, é altamente recomendável que você opte pelo asfalto. A estrada de terra foi projetada para peregrinos a pé e exige que você desça da bicicleta várias vezes por causa de raízes e degraus.

Laguna de Castilla
Em Laguna de Castilla, o último vilarejo da província de León, é uma boa hora para você carimbar suas credenciais e tomar um café quente no bar do albergue La Escuela. Podemos pensar que o pior já passou… mas ainda há um trecho exigente em que nossa cabeça pode nos pregar peças.

🏔️ O Cebreiro - 1.330 m
Finalmente chegamos ao cume de O Cebreiro, onde encontramos um monumento com o mapa europeu do Caminho de Santiago. As vistas da Galícia são de tirar o fôlego.
⛪ A conhecida réplica do cálice é mantida na capela: vale a pena prestar atenção à lenda explicada na igreja.

A Galícia muda tudo
Já na verde e imensa Galícia, a paisagem está completamente transformada: a natureza domina, as vacas funcionam como carros e as árvores como edifícios. A rota se torna um eterno sobe e desce que exige força das pernas, mas oferece paisagens de cartão postal.

Entre os destaques estão o Alto de San Roque (1.270 m), com sua grande estátua do peregrino, e o Alto de Poio, que exigirá um pouco mais de nossas reservas.

⬇️ Descida para Triacastela
A descida é divertida.

  • Os mais cautelosos se sentirão tentados a descer pela estrada.

  • Os mais aventureiros escolherão a estrada de terra.

Nossa recomendação: siga pela estrada de terra, com cautela e sem pressa. É uma descida bonita e adequada para todos, sempre respeitando os peregrinos a pé.

Triacastela
Atravessamos Triacastela por uma rua estreita e, quase sem querer, passamos por um terraço com um bar, o Complexo Xacobeo.
👉 Se for hora de comer, recomendamos que você faça uma parada para saborear o famoso churrasco.

Escolha a variante: Samos ou San Xil
Com mais de 30 km já percorridos desde o início, é hora de você decidir:

  • San Xil (rapidamente descartado)

  • Samos (o escolhido)

Faremos um passeio de 9 km por um belo vale, um dos trechos mais bonitos de todo o Caminho.

⚠️ Atenção: saímos de Triacastela por uma estrada à esquerda e você pode pensar que tudo será asfalto e feio (engano). Após cerca de 4 km, à direita, as placas nos levam a uma descida íngreme em uma floresta profunda.

Aqui começa um trecho que só pode ser descrito como "National Geographic": uma paisagem de sonho que nos leva a Samos, com o toque final de seu impressionante mosteiro.

🛣️ De Samos a Sarria
Atravessamos Samos e continuamos pela estrada até chegarmos a uma curva onde, à direita, aparece o Mesón Pontenova. Logo em frente, pegamos a estrada oficial novamente, entrando em uma rede de trilhas rurais - asfalto e terra - por cerca de 12 km, o que nos afasta da estrada e da civilização.

As duas variantes de Triacastela (San Xil e Samos) se encontram no pequeno vilarejo de Perros. Pouco depois, já em descida, passamos por San Mamede e, em cerca de 5 km, chegamos a Sarria.

Fim da etapa em Sarria
Na entrada do vilarejo, você encontrará o hostel A Pedra, que também tem uma pousada, administrada de forma excelente por José e Marta.
No centro, o hostel Los Blasones oferece um verdadeiro refúgio de paz, onde você sempre encontrará a Tita.

Bicigrino Note
Você pode escalar O Cebreiro:

  • 🚴‍♂️ No asfalto, sem descer da bicicleta, se você estiver em boa forma.

  • 🚵‍♂️ Por terra, supondo que você terá que pisar no chão e compartilhar a rota com muitos peregrinos.

Muitos escolhem a estrada… e é uma pena que você perca esse paraíso do ciclismo.

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Etapa 12 - Sarria → Melide

Galícia, Portomarín e polvo como recompensa

⛰️ Início exigente e novas rotas

O dia amanhece complicado, pois assim que pegamos nossas bicicletas, uma subida íngreme nos espera ao sairmos de Sarria. A partir daqui e praticamente até as portas de Santiago, devemos prestar atenção às novas variantes introduzidas após a revisão completa do Caminho realizada pela Xunta de Galicia.

Você encontrará desvios marcados como "rota alternativa", que normalmente não se desviam muito da rota original e não envolvem grandes diferenças de terreno ou quilometragem.

A boa notícia é que esse passeio é feito em uma trilha arborizada que passa por faias, pinheiros, carvalhos e arbustos, o que torna o esforço muito mais suportável.

Caminhos, vilarejos e pontos de milhagem 100

Antes de chegar a Barbadelo e Rente, entramos na estrada pontualmente, alternando entre pequenos vilarejos e paisagens que são um verdadeiro prêmio. Em alguns trechos, chegamos a atravessar riachos sobre pontes de pedra improvisadas, em uma mistura contínua de trilhas de terra e asfalto.

Depois de passar por Brea, chegamos ao quilômetro 100, um local simbólico onde os peregrinos a pé asseguram sua Compostela.
A partir daqui, compartilhamos o Caminho com o inevitável esterco de vaca, acompanhado de seu aroma inconfundível, e aproveitamos para tirar uma foto com os hórreos galegos, que já são onipresentes.

⬇️ Descida até o reservatório de Belesar

Em Vilachá, aproximadamente no quilômetro 15 da etapa, começamos uma descida íngreme em direção à represa de Belesar.
⚠️ Tenha muito cuidado nesse ponto: é uma área labiríntica e confusa, onde muitos bicigrinos se perderam. Em uma descida e em um bom ritmo, é fácil você não ver algumas setas amarelas.

Além disso, uma passagem histórica estreita do Caminho através de uma trincheira foi restaurada aqui. Não importa se seguimos a rota original ou a alternativa: o importante é não se perder.

🏛️ Portomarín

É assim que chegamos ao reservatório e à majestosa Portomarín, que nos domina do alto da colina com sua imponente e famosa igreja.
🚴‍♂️ Como não estamos caminhando, e a menos que sejamos muito virtuosos com a MTB, é melhor dar a volta pela estrada para chegar à praça da igreja, evitando as escadas não cicláveis.

A antiga Portomarín foi enterrada sob as águas do reservatório. A nova foi construída por cima para evitar a repetição da história, desmontando a igreja original pedra por pedra para reconstruí-la em seu local atual.

⛰️ A grande escalada esquecida

Depois de sair de Portomarín, há uma subida difícil de cerca de 8 km até o topo do Hospital. É uma subida da qual quase nunca se fala, mas sua natureza longa, constante e monótona não tem nada a invejar à Cruz de Hierro ou a O Cebreiro.

Você pode subir tanto pelo caminho original quanto pela estrada, que corre paralela.
👉 Recomendação do Bicigrino: não se complique e suba diretamente pela estrada até a rotatória no topo.

Depois de atravessar a ponte, tome cuidado: logo em seguida, à direita, há uma estrada estreita compartilhada com uma trilha de terra. Esse é o caminho mais confortável, em sua maior parte em declive, para Palas de Rei.

🌄 Rumo a A Coruña

Em Palas de Rei, já estamos no quilômetro 47 da etapa. Três quilômetros depois, chegamos ao rio Pambre, com uma descida fácil e agradável graças ao asfalto.

No final da descida, viramos à esquerda e passamos por San Xulián, Pontecampaña e Casanova, bem perto da fronteira entre as províncias de Lugo e A Coruña.

Ao longo de um trecho com vestígios da Roma antiga, chegamos a Leboreiro, cruzamos uma ponte fotogênica e passamos pela pitoresca vila de Furelos. Depois de uma subida final, finalmente chegamos a Melide.

🍽️ Fim da etapa em Melide

Chegamos sem maiores problemas, embora com as pernas bem castigadas e a mente já voltada para o prêmio final:
👉 o polvo da mítica e tradicional Pulpería Ezequiel.

Estágio de quebra de pernas

Você sobe, desce, sobe, desce…
A Galícia nos oferece um belo cenário, mas também uma sucessão interminável de escorregadores que gradualmente minam nossas forças. Você pode se sentir como Hermida no início, mas é quase certo que acabará pagando por isso.

Essa etapa não deve ser subestimada: há algumas subidas de verdade, mas o que mais castiga são as contínuas mudanças de ritmo.
🌧️ E se chover… é melhor você seguir a rota original e não perder tempo procurando estradas.

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🟡 Etapa 13 - Melide → Santiago de Compostela

O dia dos sonhos, o fim da aventura

❤️ A etapa mais emocionante do Caminho

Essa é a etapa mais emocionante do Caminho Francês. Esse sonho de chegar a Santiago de Compostela, que nos acompanhou durante toda a aventura, nos espera hoje no final da jornada, que começou em Melide.

Estamos pedalando há onze dias e, agora que o fim está próximo, estamos cheios de sentimentos conflitantes: a empolgação de completar o desafio e a tristeza inevitável de que algo tão intenso chegará ao fim. Primeiro a França, depois a Espanha. Centenas de quilômetros, dezenas de subidas e descidas, paisagens que nos deixaram arrepiados. A motivação transborda desde o primeiro metro de um palco como nenhum outro. Isso é perceptível em Melide… e é perceptível novamente em Raído, um dos primeiros lugares do dia.

Florestas galegas, vilarejos e tobogãs

Entramos em uma floresta que nos leva ao vilarejo de Parabispo e à vila de Boente. É aqui que começamos a primeira descida, que nos deixa às margens de um rio e dá início aos eternos escorregadores galegos. Como geralmente acontece na Galícia quando pedalamos, essa seção é mais uma vez um claro quebra-pernas.

É um dia em que a mistura de emoções nos acompanha em cada pedalada.

Variantes do caminho e chegada a Arzúa

Depois de passar por Ribadiso da Baixo, e após uma rampa de concreto duro, as variantes recuperadas do Caminho aparecem novamente.
Left? Pela frente? Rota alternativa?
Não se preocupe: as diferentes rotas se encontram novamente alguns metros adiante.

Assim, chegamos a Arzúa, onde está localizada a Comercial Lamas Bike, a oficina de serviços técnicos da Bicigrino.
🔧 É o ponto de referência para quem viaja com bicicletas de aluguel da nossa rede, embora qualquer ciclista peregrino possa receber ajuda ou aconselhamento, se necessário.

⛰️ Últimas paradas antes de Santiago

Com nossos sentimentos à flor da pele, continuamos ao longo da cordilheira galega, ligando Pregontoño, A Peroxa, Calzada, Boavista e Salceda, até chegarmos ao pequeno passo de Santa Irene. Sua descida nos leva a O Pedrouzo.

Os eucaliptos continuam a nos acompanhar, como fizeram no início da etapa, mais de trinta quilômetros atrás.

⛰️ Monte do Gozo: o teste definitivo

Depois de passar por Cimadevila, San Paio e Lavacolla, o terreno se eleva novamente. É a vez do Monte do Gozo, uma subida que pode ser difícil não tanto por causa de sua inclinação, mas pelo momento em que aparece: no final do último dia do Caminho.

Aqui você testa a cabeça, as pernas e o gerenciamento do esforço. A boa notícia é que a subida é feita no asfalto.
Do topo, finalmente podemos ver Santiago à distância. A linha de chegada agora é real.

Chegada a Santiago de Compostela

Descemos o Monte do Gozo ao lado da rodovia e, pouco depois, entramos no centro histórico de Santiago. Embora nossos braços estejam tremendo e nossas pernas pesadas, mantivemos a coragem para ir até a Plaza del Obradoiro e a imponente Catedral de Santiago de Compostela.

Perto dali fica o Escritório do Peregrino, onde recebemos o último selo e, finalmente, a Compostela.

🎉 Agora sim: concluímos o Caminho Francês de bicicleta.

Bicigrino em Santiago

A poucos metros da catedral, ao lado da Plaza del Obradoiro, está o ponto Bicigrino em Santiago, localizado na Hospedería San Martín Pinario.

Aqui os Bicigrinos podem:

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👕 Compre o equipamento oficial da Bicigrino

Além disso, a Hospedería San Martín Pinario é uma excelente opção para você se hospedar em Santiago, tanto por sua localização privilegiada quanto pela tranquilidade do edifício. Também possui um restaurante econômico, muito apreciado pelos peregrinos, onde é oferecido o menu do peregrino, ideal para comemorar a chegada sem pressa.

Fim da estrada

Aproveite o momento.
Respire fundo.
Você atravessou meio continente para chegar até aqui.

Ultreia. 🚴‍♂️💛

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