{"id":26996,"date":"2026-10-16T15:53:16","date_gmt":"2026-10-16T13:53:16","guid":{"rendered":"https:\/\/bicigrino.com\/?p=26996"},"modified":"2026-10-16T15:53:46","modified_gmt":"2026-10-16T13:53:46","slug":"bicicleta-full-suspension-caminho-de-santiago","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bicigrino.com\/pt-br\/bicicleta-full-suspension-caminho-de-santiago\/","title":{"rendered":"Por que n\u00e3o alugamos bicicletas full suspension sem motor para o Caminho de Santiago (e por que na el\u00e9trica sim)"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De tempos em tempos recebemos a mesma pergunta, quase sempre de ciclistas com experi\u00eancia em mountain bike: \"Por que voc\u00eas n\u00e3o alugam bikes full suspension sem motor?\" \u00c9 uma pergunta justa. A suspens\u00e3o total \u00e9 confort\u00e1vel, absorve os buracos e d\u00e1 muita seguran\u00e7a numa descida t\u00e9cnica. Se no dia a dia voc\u00ea pedala em trilhas, \u00e9 natural pensar que ela tamb\u00e9m ser\u00e1 a melhor op\u00e7\u00e3o para fazer o Caminho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o \u00e9. E n\u00e3o se trata de cat\u00e1logo nem de or\u00e7amento: \u00e9 uma decis\u00e3o t\u00e9cnica que tomamos depois de muitos anos vendo milhares de ciclistas chegarem a Santiago. Explicamos o porqu\u00ea com calma, porque entender isso vai ajudar voc\u00ea a escolher melhor a sua bicicleta, alugando com a gente ou n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O Caminho n\u00e3o \u00e9 uma trilha de enduro: \u00e9 uma viagem com carga<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Primeiro, \u00e9 preciso entender o que o Caminho de Santiago de bicicleta exige. S\u00e3o de 50 a 90 quil\u00f4metros por dia, durante uma ou duas semanas, misturando asfalto, estradas de terra batida, trechos de cascalho e algumas trilhas com pedra solta. H\u00e1 subidas longas e constantes, como O Cebreiro ou a Cruz de Ferro, e bem menos descidas t\u00e9cnicas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E, acima de tudo, voc\u00ea viaja com bagagem. O normal \u00e9 levar de 6 a 12 quilos em alforjes traseiros: roupa, capa de chuva, ferramentas, c\u00e2mara reserva, um pouco de comida e \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse contexto muda tudo. Uma bike pensada para descer r\u00e1pido uma trilha com um ciclista leve e sem carga n\u00e3o \u00e9 necessariamente a melhor ferramenta para pedalar 700 quil\u00f4metros com 10 quilos pendurados na traseira.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O efeito bombeamento: quando a bike \"rema\" com voc\u00ea<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aqui est\u00e1 o centro do problema. Numa bicicleta full suspension, o amortecedor traseiro n\u00e3o distingue totalmente um buraco no caminho do empurr\u00e3o das suas pernas. Cada vez que voc\u00ea empurra o pedal para baixo, parte dessa for\u00e7a comprime a suspens\u00e3o traseira; quando o pedal passa pelo ponto morto, o amortecedor volta a se estender. O resultado \u00e9 um balan\u00e7o r\u00edtmico, para cima e para baixo, para frente e para tr\u00e1s, conhecido no mundo do ciclismo como <em>pedal bob<\/em> ou bombeamento. N\u00f3s chamamos de efeito barco, porque a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito parecida com a de remar: a bike balan\u00e7a a cada pedalada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o \u00e9 mania de ciclista. A pr\u00f3pria ind\u00fastria reconhece isso nas suas patentes: o movimento da suspens\u00e3o traseira provocado pelo ciclista, e n\u00e3o pelo terreno, significa perda de energia e de rendimento. A f\u00edsica \u00e9 simples: quando a pedalada comprime a suspens\u00e3o, parte da sua pot\u00eancia \u00e9 gasta comprimindo o amortecedor, e essa energia vira calor dentro do \u00f3leo. Sai das suas pernas e nunca chega \u00e0 roda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os fabricantes tentam reduzir esse efeito h\u00e1 d\u00e9cadas, com sistemas de links, geometrias \"anti-squat\" e travas. A quantidade de patentes dedicadas ao assunto \u00e9 a melhor prova de que o problema \u00e9 real.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\"Mas os estudos dizem que a perda \u00e9 pequena\"<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 verdade, e queremos ser honestos sobre isso: um bom argumento n\u00e3o esconde os dados que o incomodam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo de refer\u00eancia, feito na Universidade Cat\u00f3lica de Lovaina com ciclistas de competi\u00e7\u00e3o, comparou bikes r\u00edgidas, com suspens\u00e3o dianteira e full suspension num cicloerg\u00f4metro de laborat\u00f3rio. N\u00e3o encontrou diferen\u00e7as significativas no consumo de oxig\u00eanio: no m\u00e1ximo, 3% a mais do que com a bike r\u00edgida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas \u00e9 preciso olhar as condi\u00e7\u00f5es do teste: ciclistas experientes, sentados, com uma pedalada muito redonda, num erg\u00f4metro completamente liso e, principalmente, <strong>sem bagagem<\/strong>. Os pr\u00f3prios autores observam que a perda pode ficar importante com pot\u00eancias mais altas, pedalando em p\u00e9 ou por causa do terreno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ou seja, o estudo mede o melhor cen\u00e1rio poss\u00edvel para a full suspension. O Caminho \u00e9 exatamente o contr\u00e1rio:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Pedalar em p\u00e9 nas subidas.<\/strong> Em rampas como as de O Cebreiro, quase todo mundo sai do selim. \u00c9 justamente a\u00ed que o bombeamento dispara, porque o peso do corpo cai sobre cada pedal.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Ciclistas que n\u00e3o s\u00e3o atletas.<\/strong> Um atleta tem uma pedalada fluida e constante. Um cicloturista costuma empurrar \"aos trancos\", e cada tranco \u00e9 um impulso que o amortecedor engole.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Mais peso sobre o amortecedor.<\/strong> Ciclista mais alforjes significa mais afundamento da suspens\u00e3o e mais curso usado a cada pedalada.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Muitas horas acumuladas.<\/strong> 3% num teste de poucos minutos \u00e9 pouco. Uma pequena porcentagem perdida durante seis ou sete horas por dia, uma semana inteira, aparece nas pernas e na cabe\u00e7a.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, nosso argumento n\u00e3o \u00e9 que a full suspension rouba \"metade da sua for\u00e7a\". \u00c9 que, nas condi\u00e7\u00f5es reais do Caminho, a perda cresce justamente quando mais d\u00f3i, numa bike que ainda carrega os problemas que explicamos a seguir.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Transmiss\u00e3o direta: o motivo de fundo<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se fosse preciso resumir este artigo numa ideia, seria esta: numa bicicleta com a traseira r\u00edgida, toda a for\u00e7a que voc\u00ea faz no pedal chega \u00e0 roda. N\u00e3o h\u00e1 nada no meio que se comprima, estique ou mexa. A corrente puxa e a roda anda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 essa transmiss\u00e3o direta que deixa a pedalada redonda, e no Caminho isso vale muito mais do que absorver um buraco de vez em quando. Pense na meseta castelhana: dezenas de quil\u00f4metros de estradas de terra planas ou com subidas suaves e longas entre Burgos e Le\u00f3n, onde o que faz a diferen\u00e7a n\u00e3o \u00e9 a t\u00e9cnica nem a suspens\u00e3o, mas a cad\u00eancia. Manter um ritmo constante durante horas sem que a bike engula parte de cada pedalada. Nesse terreno, uma bike r\u00edgida avan\u00e7a; uma full suspension sem motor balan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"928\" height=\"1152\" src=\"https:\/\/bicigrino.com\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/cicloturistas-alforjas-camino-otono.jpg\" alt=\"Dois cicloturistas com bicicletas carregadas com alforjes numa estrada rural da Gal\u00edcia no outono\" class=\"wp-image-26985\" srcset=\"https:\/\/bicigrino.com\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/cicloturistas-alforjas-camino-otono.jpg 928w, https:\/\/bicigrino.com\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/cicloturistas-alforjas-camino-otono-242x300.jpg 242w, https:\/\/bicigrino.com\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/cicloturistas-alforjas-camino-otono-825x1024.jpg 825w, https:\/\/bicigrino.com\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/cicloturistas-alforjas-camino-otono-768x953.jpg 768w, https:\/\/bicigrino.com\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/cicloturistas-alforjas-camino-otono-600x745.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 928px) 100vw, 928px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Traseira r\u00edgida e alforjes: cada pedalada chega inteira \u00e0 roda.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o \u00e9 por acaso que a gravel virou uma das grandes protagonistas do Caminho de Santiago nos \u00faltimos anos. Vemos isso a cada temporada: cada vez mais ciclistas chegam a Santiago de gravel. Eles buscam exatamente isso, uma transmiss\u00e3o direta da for\u00e7a do ciclista para a roda traseira, com pneus largos o suficiente para terra e cascalho e uma posi\u00e7\u00e3o pensada para muitas horas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">E os alforjes?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tem gente que acha que numa full suspension simplesmente n\u00e3o d\u00e1 para levar alforjes. N\u00e3o \u00e9 verdade: existem bagageiros traseiros espec\u00edficos para quadros full suspension, e na Bicigrino usamos todos os dias nas nossas el\u00e9tricas. Levar bagagem n\u00e3o \u00e9 o problema.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O problema \u00e9 o que essa bagagem acrescenta \u00e0 equa\u00e7\u00e3o numa bike sem motor. Com seis, oito ou dez quilos atr\u00e1s, a suspens\u00e3o traseira trabalha com mais peso, afunda mais a cada pedalada e o balan\u00e7o aumenta. A carga n\u00e3o resolve o efeito barco: ela o amplifica. Num quadro r\u00edgido, esses mesmos quilos simplesmente viajam com voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um amortecedor trabalhando fora do que foi projetado<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existe um aspecto t\u00e9cnico que quase ningu\u00e9m explica e que, para n\u00f3s, \u00e9 decisivo. O amortecedor traseiro de uma mountain bike full suspension \u00e9 projetado e ajustado para uma faixa de peso espec\u00edfica: a de um ciclista normal para o tamanho daquela bike. A curva da mola, o afundamento em repouso (o <em>sag<\/em>), a velocidade do retorno e o curso dispon\u00edvel s\u00e3o calculados para esse peso e para um uso bem definido: absorver impactos do terreno com a bike leve e o ciclista em cima.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando voc\u00ea coloca alforjes, tira o amortecedor dessa faixa de trabalho. E as consequ\u00eancias v\u00e3o al\u00e9m de pedalar pior:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Afunda demais.<\/strong> Com o peso extra, o amortecedor j\u00e1 come\u00e7a comprimido, sobra menos curso \u00fatil e ele chega ao fim do curso com mais facilidade nos buracos.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Para compensar, \u00e9 preciso subir muito a press\u00e3o.<\/strong> A\u00ed ele deixa de copiar o terreno: fica duro nos impactos pequenos, justamente os mais comuns no Caminho, sem deixar de balan\u00e7ar ao pedalar.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>O retorno fica descompensado.<\/strong> Um amortecedor ajustado para um ciclista de 75 quilos n\u00e3o controla o retorno da mesma forma quando sustenta 85 ou 90. A traseira quica, \"flutua\", e a carga balan\u00e7a junto.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Mais desgaste e mais risco de quebra.<\/strong> Trabalhar o tempo todo fora da sua faixa castiga retentores, buchas e rolamentos da balan\u00e7a. \u00c9 exatamente o tipo de quebra que voc\u00ea n\u00e3o quer no meio de uma etapa, longe de uma oficina.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma mountain bike full suspension \u00e9 uma \u00f3tima ferramenta para aquilo para que foi projetada. Carreg\u00e1-la como uma bike de viagem \u00e9 pedir um trabalho para o qual ela n\u00e3o foi feita.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mais peso, mais manuten\u00e7\u00e3o, mais pontos de falha<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma full suspension sem motor pesa mais do que uma r\u00edgida equivalente: amortecedor, links, rolamentos e parafusos extras. Esse peso voc\u00ea precisa subir, pedalada por pedalada, em cada serra do Caminho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela tamb\u00e9m tem mais pe\u00e7as que podem falhar a centenas de quil\u00f4metros de casa: um amortecedor que perde press\u00e3o, rolamentos que sofrem com o barro e a chuva da Gal\u00edcia. Numa viagem em que voc\u00ea s\u00f3 quer pedalar e curtir, cada pe\u00e7a a menos \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o a menos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\"E se eu travar o amortecedor?\"<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muitas full suspension permitem travar o amortecedor traseiro, e isso funciona bem no asfalto e nas subidas. Mas pense bem: se voc\u00ea vai passar a maior parte do Caminho com a suspens\u00e3o travada, o que voc\u00ea tem \u00e9 uma bike r\u00edgida mais pesada, mais cara e com mais pe\u00e7as para manter. E se esquecer de travar, o que acontece o tempo todo com o cansa\u00e7o, volta o efeito barco.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que recomendamos sem motor: gravel ou hardtail<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para cicloturismo com alforjes, e para o Caminho em particular, recomendamos dois tipos de bicicleta sem motor:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Gravel.<\/strong> R\u00e1pida e eficiente no asfalto e na terra, confort\u00e1vel gra\u00e7as aos pneus largos, com fura\u00e7\u00e3o para bagageiro e uma posi\u00e7\u00e3o pensada para muitas horas. Ideal para quem quer avan\u00e7ar com agilidade.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Mountain bike hardtail (s\u00f3 suspens\u00e3o dianteira).<\/strong> O garfo absorve os impactos que mais se sentem, os que chegam \u00e0s m\u00e3os e aos bra\u00e7os, enquanto a traseira r\u00edgida leva cada pedalada direto para a roda e sustenta sem problema um bagageiro com alforjes. A op\u00e7\u00e3o mais vers\u00e1til para quem prefere mais controle nos trechos de pedra.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O conforto na traseira se consegue de outras formas, bem mais eficazes para esse tipo de viagem: um bom selim, pneus um pouco mais largos com a press\u00e3o certa e uma bermuda de ciclismo de qualidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que numa bicicleta el\u00e9trica a full suspension faz sentido<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora vem a parte que muita gente n\u00e3o espera: na el\u00e9trica, recomendamos sim a full suspension. N\u00e3o \u00e9 contradi\u00e7\u00e3o, \u00e9 a mesma l\u00f3gica aplicada a outra m\u00e1quina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O argumento contra a full suspension sem motor \u00e9 de efici\u00eancia: cada watt perdido no amortecedor sai das suas pernas, e suas pernas s\u00e3o o \u00fanico motor. Numa e-bike, isso muda completamente.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>O motor compensa a perda.<\/strong> O bombeamento que houver \u00e9 coberto pela assist\u00eancia. A vantagem de efici\u00eancia da r\u00edgida perde import\u00e2ncia e voc\u00ea fica com todas as vantagens da full suspension.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Pedalada mais suave, menos trancos.<\/strong> Com assist\u00eancia, voc\u00ea n\u00e3o precisa empurrar forte a cada pedalada: a for\u00e7a se distribui de forma mais constante no ciclo e o motor preenche o ponto morto. Menos trancos significa menos movimento do amortecedor. Motores com sensor de torque, como os da Bosch, ajustam a ajuda \u00e0 for\u00e7a real que voc\u00ea faz e suavizam ainda mais a entrega.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Mais peso, mais necessidade de suspens\u00e3o.<\/strong> Uma e-bike pesa bem mais e anda mais r\u00e1pido nos trechos ruins. \u00c9 a\u00ed que a suspens\u00e3o traseira traz tra\u00e7\u00e3o, controle e conforto de verdade, e reduz o cansa\u00e7o nos dias longos.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Amortecedores espec\u00edficos para e-bike.<\/strong> Justamente por ser mais pesada e mais robusta, uma el\u00e9trica usa amortecedores especiais para e-bikes, diferentes dos de uma mountain bike convencional, constru\u00eddos e ajustados para um peso total muito maior e para as for\u00e7as extras do motor. \u00c9 essa margem que permite levar alforjes sem tirar a suspens\u00e3o da sua faixa de trabalho.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Projetadas para isso desde a origem.<\/strong> As e-MTBs atuais concentram motor e bateria na parte central e baixa do quadro, ent\u00e3o a distribui\u00e7\u00e3o de peso fica est\u00e1vel mesmo com a bike pesada.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso a nossa el\u00e9trica full suspension para o Caminho \u00e9 a <a href=\"https:\/\/bicigrino.com\/pt-br\/bicicleta\/cannondale-moterra-neo3-750-wh\/\">Cannondale Moterra Neo<\/a>, com motor Bosch. E sim, ela leva alforjes: instalamos um bagageiro traseiro espec\u00edfico para quadro full suspension, para voc\u00ea viajar com sua bagagem como numa bike r\u00edgida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dito de outra forma: numa bike sem motor, a full suspension cobra nas pernas o conforto que oferece. Numa el\u00e9trica, o motor paga essa conta e voc\u00ea fica com o conforto.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Nossa frota: escolhida para o Caminho<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nada na nossa frota de aluguel est\u00e1 l\u00e1 por acaso. Na Bicigrino escolhemos o que consideramos a melhor gama de bicicletas para uma rota como o Caminho de Santiago, e cada uma atende a um tipo de ciclista:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Gravel sem motor<\/strong>, para quem busca agilidade e transmiss\u00e3o direta de cada pedalada no asfalto, na terra e na meseta.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Mountain bike hardtail sem motor<\/strong>, para quem quer mais controle nos trechos de pedra sem abrir m\u00e3o de uma pedalada eficiente.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>El\u00e9trica hardtail<\/strong>, para quem quer ajuda nas subidas com uma bike simples e f\u00e1cil de carregar.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>El\u00e9trica full suspension (Cannondale Moterra Neo)<\/strong>, para quem busca o m\u00e1ximo de conforto e tra\u00e7\u00e3o, com o motor compensando o que a suspens\u00e3o traseira tira.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A \u00fanica que falta \u00e9 justamente a que n\u00e3o recomendamos: a mountain bike full suspension sem motor. N\u00e3o temos porque n\u00e3o acreditamos que seja a ferramenta certa para essa viagem. Veja todos os modelos na nossa p\u00e1gina de <a href=\"https:\/\/bicigrino.com\/pt-br\/aluguel-de-bicicletas\/\">aluguel de bicicletas para o Caminho de Santiago<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Nossa recomenda\u00e7\u00e3o, resumida<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><thead><tr><th>Tipo de bicicleta<\/th><th>Recomendamos para o Caminho com alforjes?<\/th><th>Motivo principal<\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td>Gravel sem motor<\/td><td>Sim<\/td><td>Eficiente, leve, transmiss\u00e3o direta<\/td><\/tr><tr><td>Mountain bike hardtail sem motor<\/td><td>Sim<\/td><td>Vers\u00e1til, pedalada direta, carga confi\u00e1vel<\/td><\/tr><tr><td>Mountain bike full suspension sem motor<\/td><td>N\u00e3o<\/td><td>Bombeamento, amortecedor n\u00e3o projetado para a carga, mais peso<\/td><\/tr><tr><td>El\u00e9trica hardtail<\/td><td>Sim<\/td><td>Assist\u00eancia e carga sem complica\u00e7\u00e3o<\/td><\/tr><tr><td>El\u00e9trica full suspension<\/td><td>Sim<\/td><td>O motor compensa o bombeamento e soma conforto<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Perguntas frequentes sobre bike full suspension no Caminho de Santiago<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\u00c9 m\u00e1 ideia fazer o Caminho de Santiago com uma bike full suspension sem motor?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel, e tem gente que faz. Mas para a maioria dos cicloturistas n\u00e3o \u00e9 a op\u00e7\u00e3o mais eficiente: perde-se energia com o bombeamento da suspens\u00e3o, principalmente nas subidas em p\u00e9 e com o peso dos alforjes, e nos trechos longos e planos, como a meseta, a pedalada fica muito menos redonda do que numa bike r\u00edgida.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Alforjes podem estragar o amortecedor de uma mountain bike?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Podem exigir dele mais do que deveria. O amortecedor de uma full suspension sem motor \u00e9 projetado para o peso de um ciclista normal conforme o tamanho da bike. Com alforjes, ele trabalha fora dessa faixa: afunda mais, chega ao fim do curso com facilidade, o retorno fica descompensado e retentores e rolamentos se desgastam antes.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 o efeito bombeamento ou pedal bob?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 o balan\u00e7o produzido pela suspens\u00e3o traseira quando ela se comprime e se estende no ritmo das pedaladas. Parte da energia do ciclista \u00e9 gasta movendo o amortecedor em vez de impulsionar a bicicleta.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Travar a suspens\u00e3o traseira resolve o problema?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em parte. Elimina o bombeamento, mas deixa voc\u00ea com uma bike mais pesada que uma r\u00edgida, com mais pe\u00e7as para manter, e depende de voc\u00ea lembrar de travar em cada trecho.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Por que a Bicigrino aluga e-bikes full suspension?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Porque o motor compensa a perda de efici\u00eancia e suaviza a pedalada, ent\u00e3o o ciclista aproveita o conforto e a tra\u00e7\u00e3o da full suspension sem pagar isso em esfor\u00e7o. Al\u00e9m disso, as e-bikes usam amortecedores espec\u00edficos, projetados para mais peso, e a nossa Cannondale Moterra Neo tem um bagageiro traseiro para quadro full suspension, ent\u00e3o leva alforjes sem problema.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Qual bike sem motor \u00e9 melhor para o Caminho: gravel ou mountain bike?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gravel se voc\u00ea busca agilidade e vai rodar muito no asfalto e na terra. Hardtail se prefere mais controle e conforto nos trechos de pedra solta. As duas levam alforjes sem problema.<\/p>\n\n\n\n<script type=\"application\/ld+json\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@type\":\"FAQPage\",\"mainEntity\":[{\"@type\":\"Question\",\"name\":\"\u00c9 m\u00e1 ideia fazer o Caminho de Santiago com uma bike full suspension sem motor?\",\"acceptedAnswer\":{\"@type\":\"Answer\",\"text\":\"N\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel, e tem gente que faz. Mas para a maioria dos cicloturistas n\u00e3o \u00e9 a op\u00e7\u00e3o mais eficiente: perde-se energia com o bombeamento da suspens\u00e3o, principalmente nas subidas em p\u00e9 e com o peso dos alforjes, e nos trechos longos e planos, como a meseta, a pedalada fica muito menos redonda do que numa bike r\u00edgida.\"}},{\"@type\":\"Question\",\"name\":\"Alforjes podem estragar o amortecedor de uma mountain bike?\",\"acceptedAnswer\":{\"@type\":\"Answer\",\"text\":\"Podem exigir dele mais do que deveria. O amortecedor de uma full suspension sem motor \u00e9 projetado para o peso de um ciclista normal conforme o tamanho da bike. Com alforjes, ele trabalha fora dessa faixa: afunda mais, chega ao fim do curso com facilidade, o retorno fica descompensado e retentores e rolamentos se desgastam antes.\"}},{\"@type\":\"Question\",\"name\":\"O que \u00e9 o efeito bombeamento ou pedal bob?\",\"acceptedAnswer\":{\"@type\":\"Answer\",\"text\":\"\u00c9 o balan\u00e7o produzido pela suspens\u00e3o traseira quando ela se comprime e se estende no ritmo das pedaladas. Parte da energia do ciclista \u00e9 gasta movendo o amortecedor em vez de impulsionar a bicicleta.\"}},{\"@type\":\"Question\",\"name\":\"Travar a suspens\u00e3o traseira resolve o problema?\",\"acceptedAnswer\":{\"@type\":\"Answer\",\"text\":\"Em parte. Elimina o bombeamento, mas deixa voc\u00ea com uma bike mais pesada que uma r\u00edgida, com mais pe\u00e7as para manter, e depende de voc\u00ea lembrar de travar em cada trecho.\"}},{\"@type\":\"Question\",\"name\":\"Por que a Bicigrino aluga e-bikes full suspension?\",\"acceptedAnswer\":{\"@type\":\"Answer\",\"text\":\"Porque o motor compensa a perda de efici\u00eancia e suaviza a pedalada, ent\u00e3o o ciclista aproveita o conforto e a tra\u00e7\u00e3o da full suspension sem pagar isso em esfor\u00e7o. Al\u00e9m disso, as e-bikes usam amortecedores espec\u00edficos, projetados para mais peso, e a nossa Cannondale Moterra Neo tem um bagageiro traseiro para quadro full suspension, ent\u00e3o leva alforjes sem problema.\"}},{\"@type\":\"Question\",\"name\":\"Qual bike sem motor \u00e9 melhor para o Caminho: gravel ou mountain bike?\",\"acceptedAnswer\":{\"@type\":\"Answer\",\"text\":\"Gravel se voc\u00ea busca agilidade e vai rodar muito no asfalto e na terra. 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E para preparar as etapas em detalhe, nosso <a href=\"https:\/\/bicigrino.com\/pt-br\/planejamos-o-seu-caminho\/\">planejador do Caminho Franc\u00eas e do Caminho Portugu\u00eas<\/a> organiza tudo no computador ou no app do celular.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bombeamento, amortecedores projetados para outro peso e transmiss\u00e3o direta: por que recomendamos gravel ou hardtail para o Caminho, e por que na el\u00e9trica a full suspension faz sentido.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":26984,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[172],"tags":[],"class_list":["post-26996","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-consejos-y-tips"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bicigrino.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26996","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bicigrino.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bicigrino.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bicigrino.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bicigrino.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26996"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/bicigrino.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26996\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26999,"href":"https:\/\/bicigrino.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26996\/revisions\/26999"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bicigrino.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26984"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bicigrino.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26996"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bicigrino.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26996"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bicigrino.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26996"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}